quarta-feira, 30 de março de 2011

O fardo do Homem Branco (1899)

Rudyard Kipling


Tomai o fardo do Homem Branco -
    Envia teus melhores filhos
Vão, condenem seus filhos ao exílio
    Para servirem aos seus cativos;
Para esperar, com arreios
    Com agitadores e selváticos
Seus cativos, servos obstinados,
    Metade demônio, metade criança.

Tomai o fardo do Homem Branco -
    Continua pacientemente
Encubra-se o terror ameaçador
    E veja o espetáculo do orgulho;
Pela fala suave e simples
    Explicando centenas de vezes
Procura outro lucro
    E outro ganho do trabalho.

Tomai o fardo do Homem Branco -
    As guerras selvagens pela paz -
Encha a boca dos Famintos,
    E proclama, das doenças, o cessar;
E quando seu objetivo estiver perto
    (O fim que todos procuram)
Olha a indolência e loucura pagã
    Levando sua esperança ao chão.

Tomai o fardo do Homem Branco -
    Sem a mão-de-ferro dos reis,
Mas, sim, servir e limpar -
    A história dos comuns.
As portas que não deves entrar
    As estradas que não deves passar
Vá, construa-as com a sua vida
    E marque-as com a sua morte.

Tomai o fardo do homem branco -
    E colha sua antiga recompensa -
A culpa de que farias melhor
    O ódio daqueles que você guarda
O grito dos reféns que você ouve
    (Ah, devagar!) em direção à luz:
"Porque nos trouxeste da servidão
     Nossa amada noite no Egito?"

Tomai o fardo do homem branco -
    Vós, não tenteis impedir -
Não clamem alto pela Liberdade
    Para esconderem sua fadiga
Porque tudo que desejem ou sussurrem,
    Porque serão levados ou farão,
Os povos silenciosos e calados
    Seu Deus e tu, medirão.

Tomai o fardo do Homem Branco!
    Acabaram-se seus dias de criança
O louro suave e ofertado
    O louvor fácil e glorioso
Venha agora, procura sua virilidade
    Através de todos os anos ingratos,
Frios, afiados com a sabedoria amada
    O julgamento de sua nobreza.

37 comentários:

Wagner disse...

O texto é uma transfiguração do mundo real em poesia. Qual seria esse mundo? Seria o Imperialismo – a subjugação dos países-colônias pelos europeus, no século XIX. É perceptível um chamado para que os “homens brancos” governem os povos “incivilizados” (onde existem pessoas que são “metade demônio e metade criança”). É um esforço, um “fardo”, para os pais mandarem os seus filhos… em prol de uma causa benéfica. Tal semelhança dá-se no romance “Coração das trevas”, de Joseph Conrad, onde o personagem principal Marlow faz uma viagem que mais parece um “fardo”. O Imperialismo é uma dualidade: luz/sombra, civilizados/incivilizados…

Ruan Reis disse...

Enquanto lia o poema, pensei se tratar de um texto irônico. Na dúvida, voltei ao começo e reparei na datação. Não, não era uma crítica. Era uma mostra do pensamento da época, que impulsionava a ação imperialista. É crível que este argumento tenha exercido forte papel na política expansionista das - sempre sem-culpa - grandes potências geo-políticas, mas é incrível como tal idéia convenceu tanta gente - Políticos, agentes, civis, militares, pessoas comuns - colonizadora e colonizada. Convenceu a própria historiografia de (poucos) tempos atrás. O homem branco foi mesmo bravo, altruísta e bondoso, ao tentar salvar aqueles tantos "Metade demônio, metade criança". Ah, agora sim é ironia.

adeilton disse...

Para compreender o poema do britânico Rudyard Kipling, “O fardo do Homem Branco” (1899), é necessário para todos os leitores pesquisar os acontecimentos referentes ao período histórico em que esse trabalho de Kipling fora realizado. O que buscava o poeta era sensibilizar tanto os nortes – americanos, assim como os europeus em geral, que esses adotassem a tarefa de serem os representantes de sociedades imperialistas e com isso, dominar o mundo e levar para as sociedades tidas como bárbaras, as noções de civilidade, características que somente os brancos detinham. Esse poema por assim dizer, sintetiza os eventos que ocorriam no período, ao observar as ações bélicas nas quais os americanos estavam envolvidos (A Guerra Hispano-americana em que os Estados Unidos tomariam as colônias espanholas no Caribe e no Pacífico; assim como a Guerra Filipino-Americana), que a característica foi à adoção de atrocidades generalizadas como prática aceitável pelas autoridades americanas contra a sua contraparte (prática testemunhada nas Filipinas), que objetivava educá-los e num futuro, os país colonizados tivessem condição de formarem um governo independente.
José Adeilton Dantas.

Leituras Contemporâneas disse...

Esse poema do Literato Inglês Rudyard, mostra o homem branco tendo uma missão levar a civilização para os selvagens. O apoio ao imperialismo é notável. Envie seus filhos para servir aos seus cativos, que gesto mais humano, os filhos (militares, políticos, banqueiros e etc.) devem levar o progresso para os atrasados, incultos. Para as pessoas que não sabem desfrutar das riquezas de seu solo, selvagens e incapazes que lindo isso. O homem branco deve levar estradas e ferrovias. Esse poema da a idéia de solidariedade( deveria sim ter bem explicito desumanidade), para com os povos sobre o imperialismo inglês. Que justificativa imperialista mais idiota desse homem. O fardo do homem branco levou foi à dominação militar política e econômica sobre milhões de seres humanos tudo em nome da raça branca, o resultado a destruição de culturas e desrespeito a unidade lingüística dos povos em especial a África. A dominação era justificada por doutrina racista, destaque para H. Spencer. É Kipling maior poeta do imperialismo. Esse poema apoiou a dominação e a destruição de culturas belas ( no poema aparece os termo selvagens e crianças inocentes, sim inocentes que sofreram com as ambições demasiadamente dos capitalistas) em nome do progresso tecnológico. E muitos países apoiou esse poema de Kipling. Não foi a liberdade que o branco levou, mas sim cativeiro. Os anos ingratos quem levou foi o homem branco. O fardo do homem branco, foi levar a fome e desgraças para os povos da África, e não encher a boca dos famintos e não acabou com as doenças, que progresso o homem britânico instalou nos domínios africano? Paulo Wagner

Leituras Contemporâneas disse...

Esse poema do Literato Inglês Rudyard, mostra o homem branco tendo uma missão levar a civilização para os selvagens. O apoio ao imperialismo é notável. Envie seus filhos para servir aos seus cativos, que gesto mais humano, os filhos (militares, políticos, banqueiros e etc.) devem levar o progresso para os atrasados, incultos. Para as pessoas que não sabem desfrutar das riquezas de seu solo, selvagens e incapazes que lindo isso. O homem branco deve levar estradas e ferrovias. Esse poema da a idéia de solidariedade( deveria sim ter bem explicito desumanidade), para com os povos sobre o imperialismo inglês. Que justificativa imperialista mais idiota desse homem. O fardo do homem branco levou foi à dominação militar política e econômica sobre milhões de seres humanos tudo em nome da raça branca, o resultado a destruição de culturas e desrespeito a unidade lingüística dos povos em especial a África. A dominação era justificada por doutrina racista, destaque para H. Spencer, o Darwinismo social, foi aplicado para da respaldo a dominação, a seleção natural se aplicaria também na sociedades humanas. Os dominados eram inferiores por natureza. É Kipling maior poeta do imperialismo. Esse poema apoiou a dominação e a destruição de culturas belas ( no poema aparece os termo selvagens e crianças inocentes, sim inocentes que sofreram com as ambições demasiadamente dos capitalistas) em nome do progresso tecnológico, o dinheiro era superior a vida etc. E muitos países apoiou esse poema de Kipling. Não foi a liberdade que o branco levou, mas sim cativeiro. Os anos ingratos quem levou foi o homem branco. O fardo do homem branco, foi levar a fome e desgraças para os povos da África, e não encher a boca dos famintos e não acabou com as doenças, que progresso o homem britânico instalou nos domínios africano? Paulo Wagner

jacqueline disse...

"O fardo do homem branco", realmente algo muito pesado, ocupar determinada região com interesses "benevolentes" e aplicar nesta, suas ideologias (sócio culturais) com um "único" objetivo: "civilizar".
O poema de Rudyard Kipling evidencia quão pesado foi para o europeu,com seu dever moral e religioso, deixar seu país "civilizado" e partir para um mundo de trevas onde seus habitantes selvagens esperavam pelas beneses da missão civilizadora empreendida no século XIX.
Ass: Jacqueline dos Santos

Elidiana disse...

O poema demonstra esse sentimento imperialista presente no século XIX caracterizado pelo "fardo do homem branco". O fardo de ter o nobre ato de enviar seus filhos ao desconhecido para levar a civilização a esses seres "metade demônio, metade criança". É visível no poema que o europeu é apresentado como bom, propagador da civilização e que os conflitos travados são " as guerras selvagens pela paz" enquanto o colonizado é sempre selvagem e indômito.

Karen Fraga disse...

O poema do britânico Rudyard Kipling, “O fardo do Homem Branco” (1899),é uma fonte clara para observar algumas das ‘justificativas’ que eram utilizadas para que o imperialismo fosse aprovado e fosse praticado como uma ação necessária, o poema apesar de tratar de todas as questões negativas, todas as causas e conseqüências ruins(fardos), também trás uma exaltação a essa conquista e descreve argumentos que mostra esta, como uma necessidade forte, isso pode ser observada também em outras fontes como o texto o romance “Coração das trevas”, de Joseph Conrad, que mostra inúmeros pontos negativas, porem a persistência é mantida ate o fim.Assim ambos mostram que apesar de ter deixado varias conseqüências negativas o, imperialismo era para os que praticavam preciso para civilizar os povos, principalmente,e para muitas outras ações.

Débora disse...

Através do poema de Kipling, datado do século XIX, com o texto de Linhares “Em face do Imperialismo e do Colonialismo”, podemos perceber algumas características pertencentes à política de expansão territorial denominada Imperialismo. Notamos no decorrer do poema a repetição constante nos inícios das estrofes da expressão “Tomai o fardo do homem branco”. Tal fardo faz uma referência à ideia difundida e defendida pelos colonizadores europeus do século XIX, que acreditavam que em troca da exploração da colônia, teria a difícil missão ou a responsabilidade de levar a “civilização” do homem branco para os “agitadores e selváticos” colonos. Mesmo havendo derramamento de sangue, o Imperialismo foi visto como uma “guerra selvagem pela paz”, colocando a obra civilizadora e a “procura por outro lucro e outro ganho de trabalho”, como justificativa de toda dominação política, econômica e social sofrida pelos colonizados.

joisse disse...

O poema de Rudyard Kipling é uma demonstração da idéia da existência de um homem superior, um homem ideal, um homem que levaria a civilização para os “selvagens”, muito difundida na sociedade do sec.XIX. O poema deixa claro que colonizar era visto como uma missão nobre, humanitaria(levar o alimento aos famintos)que deveria ser enfrentada mesmo sendo um fardo, mesmosendo uma missão não reconhecida por esses povos primitivos. Com esse discursotudo era justificado: colonizar territórios, tirar proveito de tudo que a terra pudesse oferecer.
Joisse Kelle F. da Penha

Natália disse...

O poema "O fardo do Homem Branco (1899)", assim como o livro “Coração das Trevas” de Joseph Conrad consistem em fontes reveladoras do ideário que alicerçou a missão imperialista de colonizar regiões “selvagens”. Escrito por Kipling, um filho “civilizado” do imperialismo, nascido na Índia Britânica e criado na Inglaterra desde os cinco anos de idade, o poema é conivente com a missão de progresso a que se acreditou estar destinado o homem branco. Motivados, na sua suporta condição de raça superior, por um compromisso de levar sua visão de mundo, seu conhecimento científico e seus moldes de sociedade para os “não-civilizados”, os europeus conduziram um desumano empreendimento que se sustentava na exploração de nativos e de matéria-prima. Pensando levar a luz para terras sombrias, o homem branco levou morte, escravidão, degeneração e desagregação de sociedades inteiras.

Natália disse...

correção de comentário anterior: *suposta condição de raça superior

Igor Diniz disse...
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Igor Diniz disse...

No século XIX, o surgimento de um novo modelo expansionista, fez com que o homem branco empreendesse uma vasta corrida territorial para suprir seus interesses de expansão através da subjugação de civilizações, tendo tais ações justificada pela ‘’boa ação’’, um dever moral e religioso, ou seja, uma obra civilizadora com o objetivo de levar as ditas populações inferiores a ‘’Luz’’ da cultura intelectual, comercial e industrial, como é citada por Maria Yedda Linhares em seu texto, “Em face do imperialismo e do colonialismo”. Podemos assim vislumbrar tais fatos nas linhas do romance “Coração das trevas”, de Joseph Conrad e no poema do britânico Rudyard Kipling, “O fardo do Homem Branco” (1899), onde no primeiro podemos notar o fardo citado no poema, como justificava para a política de um nobre empreendimento de levar “as bênçãos da civilização” (européia) e o progresso.
Contudo podemos concluir então que o poema vem a ser uma fonte incomparável de como o imperialismo era vivido e pensando, no tocante que o mesmo resume o período, apontando a literatura como no pensamento do lingüista Dominick La Capra, onde este destaca que todo texto é fruto do contexto do autor, o que fornece características particulares, no caso estudado mostrando como brancos de fala suave e simples tiveram o fardo de combater em guerras selvagens pela paz, seres selváticos, metade demônio, metade criança, seres esses dos quais não se ouviram os verdadeiros gritos, nem se eles queriam ser salvos pela crueldade.

Igor Diniz Araújo.

Mislene disse...
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Mislene disse...

A justificativa a da ação imperialista pode ser sintetiza a partir do poema “O fardo do Homem Branco”, do britânico Rudyard Kipling (1899). Tal texto nos serve de fonte ao permitir vislumbrar a visão de mundo do homem branco europeu diante da “pesada” missão de levar civilização e luz a lugares tão sombrios, povoados por seres “Metade demônio, metade criança”. Ora, pois, deveria se tratar mesmo de um grande “fardo”, como Kipling enfatiza em seus versos, a ação imperialista que rendeu tantos lucros para a Europa.
Uma outra fonte do pensamento imperialista europeu da época é o romance de Joseph Conrad, “Coração das Trevas” onde o protagonista Marlow relata sua viagem para colonizar regiões distantes; um verdadeiro “sacrifício”, guiado apenas pela benevolência européia de levar a “civilização” onde habitava a “barbárie”.
Com base no texto de Linhares “Em face do Imperialismo e do Colonialismo” percebemos que o Imperialismo tratou-se muito mais de um projeto desumano de fragmentação e muitas vezes extermínios de grupos e organizações humanas. Afinal o europeu esqueceu-se de perguntar ao “selvagem” se este queria que ele carregasse tão pesado “fardo”.
Ass.: Mislene Vieira dos Santos

Enzo Vieira de Melo disse...

O famoso mito do "fardo do homem branco" simboliza o quanto que os algozes conseguem, não fosse bastante já a mazela moral que há nas suas atitudes torpes e prepotentes, superar ainda mais as raias de todo o cinismo e de todo o canalhismo que existiu por parte daqueles que se consideravam, nas leis da selva dos homens (que hoje, felizmente!, já não subsiste tanto assim), "os mais fortes",dizendo que agredir, surrupiar povos sob seu jugo; estuprar mesmo, estuprar! - e não preciso perdoar essa minha terminologia - os mais fracos acaba doendo mais nas mãos de quem dá a sova do que na cara daqueles que a rebecem! Ó força do cinismo!

Priscilla disse...

Esta poesia sobre o fardo do homem branco remete-se ao periodo conhecido como imperialismo que sob o pretexto de levar as "luzes" da cultura intelectual, social, científica e política das "raças superiores" europeias para os povos considerados primitivos;paises como França, Inglaterra e Holanda desenvolveram um amplo movimento de expansão capitalista e conquistas territoriais.

amanda disse...

Explorar as riquezas naturais, fornecer produtos manufaturados, desenvolver o comércio e levar a luz do progresso aos não civilizados foram as lógicas utilizadas pelas grandes potências para que fossem empreendidos os paradigmas do imperialismo nos continentes africano e asiático. Todavia, essa mesma lógica trouxe como conseqüência a desestruturação das cosmovisões culturais dos colonizados. Dessa forma, resistir era a única alternava que lhes restava.

Glauber Rodrigues disse...
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Glauber Rodrigues disse...

O crescimento industrial das potências européias causou a busca por matérias-primas e mercados consumidores. Daí, a necessidade de colonizar. Porém, esta nova colonização ocorreu diferentemente da empreendida no século XVI, pois a finalidade do novo colonialismo era a relação de trocas entre os colonizadores e os colonizados. Sendo que estas trocas ocorriam sem acordo prévio entre povos, mas por imposição dos europeus, inspirados na idéia de superioridade da raça, vigente na época.

Efraim disse...

Com tonalidade "irônica"e poética o autor descreve sobre o "surgimento da modernidade", e o consequente processo de colonização
juntamente com o sentimento de nacionalismo, que agora após implementação da conquista, servia como um fardo para os que se comprometeram com esse processo.
A Alemanha,a França,aInglaterra e a Russia enviaram seus filhos ao colônialismo, condenando-os assim até mesmo à morte.
Insistindo na conquista de terras, o homem branco impõe sua cultura e barbariza o colonizado com os modos mais inofensivos possível.
A história dos povos comuns(colonizados) teria 'findado" com a barbarie do colonizador.
Para Rudyard Kiplíng, ouvir as lamúrias e as exigências de paz e consiliação de nações em conflito, seria um fardo ao hemem branco( colonizador), pois por um lado se colonizava, tinha terras e matéria-prima, por outro, a provocação de nações que disputava o mesmo espaço, e então, o empreendimento de guerras com a consequente perda de muitas vidas.
O que restou ao homem branco, foi a cobrança e o 'pesadelo" frente à tirania em busca da implementação do imperialismo aos povos inferiores.

sara disse...

O poema do inglês Rudyard Kipling expressa muito bem algumas das ideologias mais difundidas nos países europeus no final do século XIX, as quais reunidas personificam o Imperialismo. O poema de Kipling assim como o livro de Joseph Conrad “Coração das Trevas” sintetizam como os ideais imperialistas eram concebidos, ambos serviram como agentes divulgadores e impulsionadores das ambições imperialistas, expressam as dificuldades, o "fardo", o "alto preço" pago pelos europeus em nome de uma boa causa, a salvação de povos incivilizados, seres híbridos, "metade demônio, metade criança". Em nome da paz, que só a civilização pode disponibilizar, o homem branco deve se fazer "adulto" e como oblação empreender "guerras selvangens".

lukas disse...
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Hericly Andrade disse...

O poema enquanto fonte mostra claramente a forma que os imperialistas encaravam a sua missão, a vinda do homem branco "civilizador" que acabaria com as mazelas do "Selvagem" e traria a "luz" da razão e da religião para esse povo. A ideologia que vinha para apoiar os ideais imperialistas e proporcionar mercado e também matérias primas, para nações que sempre tiveram dificuldade em obtê-las.

Carla Reis disse...

O poema de 1889, traduz bem o pensamento daquele momento. O homem branco,enquanto semeador das benesses para um mundo, então considerado "não-civilizado", por não pertencer ao mesmo modelo ideal do mundo do "homem branco".
O europeu (então considerado raça superior), vê essa nova colonização como um fardo que ele tem de carregar,para os "pobres" homens "não-civilizados".

CAUBOI disse...

Ha uma discrepância entre o discurso salvacionista que o senhor Rudyard Kipling professa no seu poema, nitidamente pro imperialista, e a pratica imperialista, onde o que se efetivou foram atos absurdamente contrários a tudo aquilo de "filantrópico e humanitário" que o referido poema menciona. As "culturas incivilizadas" com as quais Rudyard se dirige testemunharam e vivenciaram um dos períodos mais sangrentos da história humana com a duvidosa intervenção salvacionista do "homem branco", a qual, se notabilizou pela exploração, desestruturação e erradicação de inúmeras culturas seja na África Ou na Asia.

ASS: DIÊGO DOS SANTOS COSTA

Carlyson T. Santos disse...

Toda história tem dois lado e no poema em questão isso ficar evidente, ao vermos o processo de colonização sobre uma nova ótica, que enaltecer esse processo e ver nessa missão um fardo para o homem branco, que é impelido a adentrar nesse mundo selvagem, levando o progresso e a civilização. Há questão em si é que temos que ter em mente que o fato do autor apoiar esse processo explica a colonização, mas não a justificar além, de que essa visão benéfica pode se dar pelo próprio processo de aculturação de uma pessoa que já nasceu inserido nesse contexto social e teve toda sua bagagem cultural britânica, tal como um afro descendente evangélico que ver nas religiões afro obra do demônio e passar a condená-las. O fato de nascer em um determinado lugar não faz necessariamente que essa pessoa assuma essa cultura como sua e mesmo que o faça não a enalteça, como é o caso em questão de Rudyard Kipling, que mesmo nascido na Índia se ver como um verdadeiro britânico.

Helo disse...

Uma das formas de expressão em um mundo regrado as vias civilizadas, a poesia surge para demonstrar não apenas sentimentos, mas transparecer um mundo complexo e cheio de ironias e singularidades da época em que foi construído. Dessa maneira o britânico Rudyard Kipling,em “O fardo do Homem Branco” (1899), vem por nos mostrar a realidade de sua Terra.
O imperialismo, em forte crescimento por toda a Europa da época, estava explicito na mentalidade do dito homem civilizado, cujo modelo a ser seguido do período era o típico cidadão inglês, submetido a uma obrigação de propagar a moral e os bons costumes, para os seres cuja semelhança de espécie se diferenciava pelo infortúnio de nascer numa "raça inferior".
Com essa perspectiva, vinda como justificativa para um neocolonial ismo (sendo que par os europeus eles estavam ajudando, levando o desenvolvimento), europeus- principalmente ingleses- invadiram países africanos e asiáticos para levar o progresso, para seus colonizados, em troca de usurfluirem todas as riquezas, cujo intuito de se desenvolver ainda mais.
Outros livros e produções como "Coração das Trevas" de Joseph Conrad, vem por mostrar esse lado sombrio ao qual a luz(civilidade), combateria as trevas(incivilidade).

Michel Rezende disse...

É incrível o que o homem pode usar como justificativa para seus atos.
Sempre foi assim, ainda hoje vemos as mais diversas “desculpas” que escondem exploração e interesse econômico.
Nos séculos passados não foi diferente. Do século XVI ao XIX, a Europa, senhora de todo o mundo, buscou explorar esse mundo, tirar vantagens e lucro dele. Chegou ao cúmulo de partilhar um continente inteiro entre ela.
Para tanto, tinha como justificativa a caridade, por mais contraditório que isso pareça. A exploração desenfreada de riquezas, o esgotamento econômico, a aculturação... tudo em prol da “caridade”.
O europeu se via como uma raça superior, avantajada intelectualmente, artisticamente, socialmente, e, por isso, tinha como obrigação levar esse desenvolvimento aos outros povos, às raças “inferiores”, metade criança, metade demônio. Mas será que levou mesmo?
A busca pelo poder e por riquezas levou a Europa a trucidar, sem perdão do termo, culturas antiquíssimas. Dominou a Ásia, a quem devia os conhecimentos sobre cerâmica, agricultura e até mesmo a pólvora, o combustível da guerra. Fez a África perder a memória coletiva, logo lá, onde surgiu a humanidade...
Fica a lição para os tempos que estão por vir: não tentem ser “caridosos” com os outros povos.

Michel de Mendonça Rezende

FÁBIO RODRIGUES disse...

Ao tomar como ponto de discursão o processo histórico que se caracterizou como Imperialismo, patrocinado pelas Grandes Potências do Continente Europeu, ao longo do século XIX e a primeira metade do XX. Neste contexto, o poema “O fardo do homem Branco” de Rudyard Kipling nos evidencia, toda uma ideologização da “superioridade” do homem branco e o seu dever em levar as luzes do progresso e da civilização, para os povos incultos e incivilizados. Necessidade esta, que por sua vez, justificava toda uma prática que se notabilizaria pela exploração, violência, segregação racial e por uma completa desorganização das bases socioculturais até então vigentes nas comunidades subjugadas pelas potências Europeias. A fim de manterem a expansão do capitalismo industrial que estas nações vivenciavam...

Fábio Rodrigues

Ananias Teixeira disse...

Esse infeliz texto do escritor inglês Rudyard Kipling que muitos chamam de "poema" nada mais é que uma exaltação a soberba, a matança e a hipocrisia de homens inescrupulosos a serviço de um sistema político-bélico-econômico, que parafraseando Jesus, "veio senão para matar, roubar e destruir".
Roubar a cultura, a ciência,as artes, o petróleo, o ouro, os diamentes, o ferro, a fauna a flora e todo conhecimento médico estraído desses que hoje é vendido pelos grandes laboratórios europeus para todo o mundo, lucupletando-os as custas desses que não tinham na pólvora como seu método acadêmico de se impor sobre os demais povos.

Matar,estuprar,torturar homens, mulheres, idosos e crianças, estabelecendo o caus social que vemos hoje principalmente no continente Africano.
Destruir a imagem desses povos assemelhando-os a animais através de Darwin e o método evolucionista, que invalidava a ética e a moral cristã e que fora fortemente difundido através do chamado Darwinismo social, da eugenia que por fim, ou por ter rolado muita grana, caiu na graça da "ciência" de toda a europa e que está sendo ensinado até hoje nas universidades brasileiras travestiddos de ciência e evolução.

Os verdadeiros cientistas que não eram financiados pelo imperialismo europeu, conseguiram produzir a ciência pura e derrubar essas teses nunca provadas pela sociedade científica européia, porém esses verdadeiros cientistas,como Franz Boas, estrategicamente ficaram no anonimato e sofreram perseguições, agressões e sua monumental obra ateada fogo num ato que denomino de inquisição científica.
Mas sobrevivemos a toda essa manipulação européia e norte-america, até quando eu não sei, mas enquanto viver, não me permitirei fazer parte de um sistema escravista pseudo-intelectual imperialista, Darwinista-Lamarquista.

Ananias Teixeira
teixeira@informsystem.com.br

Robertozp disse...
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